terça-feira, 22 de março de 2022

 Conclusões... (Parte II)



    É responsabilidade do Estado prover condições adequadas para o ensino e para o aprendizado, porém sabemos que o Estado falha, quando temos um chefe de Estado que nega a pandemia, faz pouco caso das medidas de prevenção e não dá as mínimas condições necessárias à população seja no aspecto econômico ou social; não temos políticas públicas, estamos há anos, assistindo o desmonte da educação pública, nós Residentes passamos pela insegurança de vermos o programa Residência Pedagógica ser cancelado por falta de verba e tivemos nossas bolsas de estudo atrasadas (não só as nossas, mas de todos os envolvidos) e neste contexto de Covid-19 o governo não conseguiu dar as condições necessárias para que a população mais carente tivesse acesso às novas metodologias educacionais. A exaustão chega a todos neste processo, principalmente aos professores.

Apesar de todas as dificuldades, aprendi na prática a importância do olhar diferenciado sobre cada estudante, é preciso além de conhece-los, conhecer o seu contexto familiar e respeitar o seu ritmo; é um cuidado a mais, um carinho a mais, mas que trouxe bons resultados no final. Pudemos observar a evolução destes estudantes e a alegria a cada nova conquista.

Acreditando que a Educação exerce influência social, transformando a sociedade, então, estamos crendo também que a Educação reforça a capacidade crítica do indivíduo, atestando o grau de desenvolvimento desta mesma sociedade (DIAS E PINTO, 2019)*. É necessário que o Estado se responsabilize por este contexto, oferecendo um espaço saudável de ensino e aprendizagem.

Nós (futuros) professores, continuaremos a lutar e a trabalhar, por acreditar que de fato, só a educação é capaz de transformar o mundo (e as pessoas) em um lugar melhor.


Referência:

DIAS, Érika; PINTO, Fátima Cunha Ferreira. A Educação e a Covid-19. Ensaio: aval.pol. públ.Educ., Rio de Janeiro, v. 28, n. 108, p. 545-554, Sept. 2020.


 Conclusões... (Parte I)



Durante o Curso de Licenciatura em Pedagogia, senti falta de uma formação mais prática, o programa Residência Pedagógica me permitiu viver o dia-a-dia dentro da escola em seus diversos espaços, através da observação, do planejamento de aulas e realização de atividades junto aos estudantes. As vivências, as trocas de experiências, as orientações e o olhar atento e sempre disponível dos professores que coordenaram o projeto dentro da Universidade de Caxias do Sul, da Preceptora e Coordenação Pedagógica da Escola Caldas Júnior e dos professores titulares, foi uma oportunidade ímpar e enriquecedora na minha formação como docente.

Essa vivência do dia-a-dia da escola, também me permitiu ver (e vivenciar) na prática, as dificuldades que os professores e a educação estão passando, é certo que vivemos atualmente um período atípico em função da pandemia de COVID-19, mas não podemos culpar a pandemia por tudo. Vi a escola e os professores (e eu mesma) se desdobrarem para se adaptar, se reinventar, para que o ensino pudesse continuar e nenhum estudante fosse prejudicado, porém vimos que boa parte dos estudantes, sequer realizou as tarefas em casa e embora tenha havido uma pressão absurda para a volta presencial das aulas, houve muitos alunos que demoraram muito para voltar para a escola. A escola tem um papel fundamental em nossa sociedade, porém é imprescindível o envolvimento das famílias no desenvolvimento destes estudantes. Não é possível aceitar que toda a responsabilidade sobre as falhas na aprendizagem dos estudantes recaia sobre os professores.

 Março chegou e com ele o término da Residência Pedagógica.


Foi um mês de fechamentos...tivemos um Seminário com as palestras:

  • Educação Física e as Políticas Públicas com o Profº Dr. Ednaldo da Silva Pereira Filho (UNISINOS), mediação da Profª Dra. Cristiane Backes Welter (UCS);

  • Dialogando sobre Políticas Públicas Educacionais e o RP com a Profª Dra. Sueli Guadalupe de Lima Mendonça (UNESP) e Profª. Dra. Nilda Stecanela (UCS)

  • Apresentação dos Resumos dos nossos trabalhos para os professores e demais colegas da Residência Pedagógica.

 


Os meses de janeiro e fevereiro foram dedicados à avaliação das atividades, reflexão sobre o trabalho desenvolvido e preenchimento de relatórios.







                              ...e como ninguém é de ferro, hora de descansar um pouquinho




 





    É dezembro e com o estudo presencial liberado cem por cento, ainda com o uso de medidas sanitárias como o uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento, os alunos que estavam em casa voltaram para a escola. Isso exigiu uma maior atenção aos alunos que encontravam maiores dificuldades.

    Como monitora, pude auxiliar as professoras do quinto ano em diversas situações: assumindo a regência em sala de aula, fazendo correção de atividades e auxiliando estudantes que precisavam de uma maior atenção.

 Semana Literária

Os Contos foram lidos e trabalhados pelas turmas e tiveram toda a liberdade de recontar a história a sua maneira, o resultado foi apresentado em uma divertida apresentação de forma virtual, pela plataforma YouTube, porque ainda estamos em um contexto de Pandemia de COVID-19 e os protocolos sanitários de distanciamento e não aglomeração precisam ser respeitados.

A Semana Literária é um projeto coletivo e seu sucesso depende do envolvimento e comprometimento de toda a comunidade escolar, da equipe diretiva, da coordenação pedagógica, dos professores e alunos, ou seja, todos precisam estar envolvidos neste processo de ensino e aprendizagem. Na escola Caldas Júnior pudemos contar com uma equipe comprometida com o projeto, o que garantiu que ele se realizasse mesmo em meio a uma Pandemia.

Sabemos que a literatura é uma ferramenta importante na educação, através das muitas histórias, o estudante pode se reconhecer, trabalhar a sua individualidade, aprender e compreender sentimentos que por vezes não sabe expressar, entender-se como indivíduo e reconhecer seu espaço na sociedade, formar opiniões críticas, refletir sobre o mundo e sobre a sociedade em que vivem, pois ao ler e recontar uma história, o estudante acaba trazendo questões pessoais do seu universo íntimo, familiar, escolar para dentro de suas histórias, provocando reflexões e quem sabe o despertar de um olhar mais empático e compreensivo sobre o outro e sobre si mesmo, um olhar tão carente hoje em dia em tempos de emoções exacerbadas e antagônicas.

Diante disso, a Semana Literária da Escola Caldas Júnior foi um sucesso, não apenas atingiu todos os seus objetivos como permitiu uma oportunidade de entrosamento, uma oportunidade de descontração e de dar visibilidade ao trabalho dos estudantes e professores. 

 Semana Literária

A Semana Literária não é um projeto à parte da sala de aula, ele visa aproximar os estudantes desse universo de livros, descobrindo novos temas, gêneros e autores, além de trabalhar questões como ortografia, interpretação de textos, enriquecimento do vocabulário; e o tema deste ano foi pensado também com o objetivo de despertar um novo olhar para as coisas e as pessoas que fazem parte do nosso mundo, ou seja, não é apenas uma semana para sair da rotina.

Vários títulos foram colocados à disposição das professoras e os livros escolhidos foram:

Primeiro ano: Príncipe Cinderelo de Babette Cole  

                                                                                     

Segundo ano: O Lobo Voltou de Geoffroy de Pennart 







Terceiro ano: Os Três Lobinhos e o Porco Mau de Eugene Trivizas

Quarto ano: Chapeuzinho Amarelo de Chico Buarque                                                                                                                                                                                                                    


Quinto ano: Felizes Quase Sempre de Antonio Prata





 Conclusões... (Parte II)      É responsabilidade do Estado prover condições adequadas para o ensino e para o aprendizado, porém sabemos que...